A recuperação de áreas degradadas através da produção de mudas nativas e do reflorestamento é uma importante iniciativa para a conservação de recursos naturais como a água, o solo e a biodiversidade, bem como para a sustentabilidade dos sistemas ambientais e da produção agrícola.
Há 15 anos o Gambá vem se especializando em produção de mudas nativas de Mata Atlântica e Caatinga e desenvolvendo novos métodos de reflorestamento, contribuindo para a preservação e conservação ambiental desses biomas, principalmente com a recuperação de áreas degradadas de APPs – Áreas de Preservação Permanente e ARLs – Áreas de Reserva Legal.
Durante esse período, o Gambá produziu mais de 1.000.000 (um milhão) de mudas nativas e reflorestou cerca de 300 hectares de APPs e ARLs da Mata Atlântica.
1. Produção de essências nativas da Mata Atlântica e da Caatinga
A produção de mudas de essências nativas da Mata atlântica e da Caatinga acontece nos viveiros de mudas do CPMVS – Centro de Pesquisa e Manejo da Vida Silvestre, unidade do Gambá localizada na Reserva Jequitibá, em Elísio Medrado. Atualmente são manejadas cerca de 103 espécies florestais nativas, pertencentes a 40 famílias botânicas, incluindo neste conjunto espécies pioneiras, secundárias iniciais e tardias e clímaces.
As mudas são produzidas e manejadas com métodos orgânicos e técnicas de rustificação o que garante maior sucesso na nidação da muda após o seu plantio no campo, e, consequentemente, maior sucesso no processo de implantação da floresta.
1.1. Diversidade de espécies e variabilidade genética das mudas nativas
Com objetivo de garantir a sobrevivência e a automanutenção da floresta implantada o Gambá produz as mudas nativas com a garantia de variedade de espécies e variabilidade genética, inibindo a erosão genética futura dos seus reflorestamentos.
1.2. Reflorestamento com mudas nativas e sem reintrodução de espécies exóticas
O Gambá defende que a produção de mudas nativas e o reflorestamento de uma área deve ser realizado com o plantio de mudas nativas do mesmo fragmento, excluindo assim a possibilidade de introdução de espécies procedentes de outras regiões e de outras tipologias ou fitofisionomias vegetacionais, mesmo se forem naturais do mesmo bioma.
2. Plantio de Mudas para Reflorestamento
O Reflorestamento deve utilizar a maior variedade possível de espécies florestais. O Gambá trabalha atualmente com um parâmetro mínimo de 45 espécies por hectare, buscando garantir pelo menos 10% do índice de maior diversidade de espécies encontrado no bioma da Mata Atlântica.
O plantio das mudas deve levar em conta o método de recuperação adequado às características e condições da área. Assim, pode-se utilizar o método de enriquecimento florestal ou o método sucessional.
2.1. Enriquecimento Florestal
O método de enriquecimento florestal consiste em repovoar as áreas com mudas de espécies secundárias iniciais e tardias, e clímaces, já ocorrentes na região bioclimática, sob a copa das árvores remanescentes. Esse método exige técnicas de manejo do sub-bosque, promovendo o raleamento da cobertura vegetal a fim de aumentar a intensidade de luz solar no local.
2.2. Reflorestamento com Método Sucessional
O método sucessional é utilizado na recuperação de áreas degradadas por desmatamento, queimada, ou pôr mau uso, como pastagem abandonada, e requer a cobertura vegetacional de toda a área com o plantio de espécies de todos os estágios sucessionais: pioneiras, secundárias iniciais e tardias, e clímaces.
Utilizando esse método, o Gambá refloresta áreas degradadas com uma densidade de 2.500 plantas por hectare e espécies representantes das quatro classes sucessionais. Além disso, também faz reposição de mudas que foram perdidas naturalmente, considerando que esse índice chega, em média, a 10% do total de mudas implantadas em uma área.
O Gambá considera a fitosionomia do remanescente florestal onde está inserida a área a ser recuperada e preserva a vegetação existente. Se necessário, é feita inicialmente uma recuperação do solo, com tratamentos físicos, químicos e biológicos, através de métodos orgânicos.
Após plantio das mudas, o Gambá monitora e maneja a área a ser recuperada por até 3 anos, até que se estabeleça um evolução natural de recuperação.
2.4. Parceiros de Reflorestamento do Gambá
A conquista e participação de proprietários(as) rurais no Projeto de Reflorestamento e/ou implantação de cercas-vivas em sua propriedades, requer um trabalho prévio de sensibilização e conscientização ambiental desses proprietários(as). Esse trabalho acontece continuamente através de ações educacionais realizadas nas comunidades.
Conheça as espécies com que trabalhamos: Lista de Mudas para Reflorestamento.