Por um mundo livre do nuclear

13/03/2011

Desde sua fundação e como uma de suas principais bandeiras de luta, o Gambá tem se posicionado contra o uso de energia nuclear para a geração de energia elétrica e para a produção de armas nucleares. Defende um “Mundo Livre do Nuclear” e estimula que se desenvolva e se utilize cada vez mais as energias renováveis.

A energia nuclear é uma fonte energética perigosa, insegura, cara e que leva a humanidade a correr riscos que podem comprometer a vida no Planeta Terra. Desde a mineração,  a matéria prima para a produção do combustível nuclear, o urânio, passando pelo seu transporte e enriquecimento, culminando com a geração de energia nas usinas nucleares e depois pelo problema insolúvel do lixo radioativo, em todas as fases de seu ciclo, a energia nuclear só tem trazido medo e insegurança em várias partes do mundo.

O recente acidente em Fukushima, no Japão, novamente mostrou o perigo que esta tecnologia pode causar no ambiente e na saúde da população, podendo trazer conseqüências irreversíveis, para muitas gerações, mesmo quando há muito investimento na segurança.

O Programa Nuclear Brasileiro vem sendo desenvolvido, há cerca de 40 anos, de forma nada transparente, como segredo de Estado, o que deixa a população completamente insegura. As usinas Angra 1 e Angra 2 foram as primeiras instalações de grande porte no Brasil, para viabilizar o Programa, a partir da década de 70, contando na época com um acordo nuclear com a Alemanha.

Veio a exploração de urânio em Poços de Caldas (MG) e depois a Bahia deparou-se com a exploração de urânio em Caetité, iniciada efetivamente em 2000, depois de um longo período de pesquisa para avaliar o potencial da mina, mesmo com a resistência da comunidade local e de várias ONGs e movimentos sociais. Foi lançada a Campanha “Lugar de Urânio é Debaixo da Terra” (1990). Apesar dos riscos e evidências a partir dos acidentes mundiais, o Governo Brasileiro continua com a construção de Angra 3 e com a possível implantação de usinas nucleares no Nordeste, conforme está sendo ventilado.

O Gambá tem contribuído com a discussão e a divulgação de informações sobre essa questão, participando, de acordo com as suas possibilidades, de eventos internacionais, nacionais, regionais, estaduais e nas regiões de Caetité e Angra dos Reis. Está engajado no Movimento Antinuclear Brasileiro, composto por várias ONGs, movimentos sociais e pesquisadores, que comunga com uma reflexão mundial e ampla “Por um mundo livre do Nuclear”.

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Reserva Jequitibá – Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Serra da Jibóia, Elísio Medrado/BA